FEOCROMOCITOMA

  • FEOCROMOCITOMA

O feocromocitoma é um tumor secretor de catecolaminas produzidas por células cromafins. Respondem por 1% dos casos de hipertensão arterial. Apresentam-se como forma isolada em 90% dos casos, sendo os outros 10% associados a NEM – Neoplasia Endócrina Múltipla do tipo 2A (feocromocitoma, hiperparatiroidismo primário e carcinoma medular da tiróde), NEM tipo 2B (feocromocitoma, neuromas mucosos e hábito marfanóide), doença de Von Hippel Lindau ou neurofibromatose do tipo 1.
Aproximadamente 90% dos feocromocitomas têm localização na medula adrenal, 10% dos feocromocitomas são malignos, 10% bilaterais e 10% extra adrenais.
Clinicamente, apresentam-se com cefaléia, hipertensão arterial (em 90% dos casos), palpitações e sintomas adrenérgicos, como sudorese e flushing. As chamadas crises paroxísticas podem ocorrer também, além dos sintomas descritos acima, com náuseas, vômitos, ansiedade, tremores e duração de cerca de 15 minutos. Um paciente pode apresentar vinte crises por dia ou até mesmo uma crise por semana, com intensidade de sintomas variável.
A dosagem elevada de metanefrinas e catecolaminas séricas e urinárias, (especialmente as metanefrinas que sofrem menos interferências de drogas ou alimentos), juntamente com imagem de nódulo ou massa adrenal, em pacientes jovens com hipertensão maligna e lábil, apresentando resposta paradoxal a beta bloqueadores e crises paroxísticas sugerem o diagnóstico de feocromocitoma.

Gross JL Ane et al. Feocromocitoma Adrenal. In: Gross, Jorge Luís e col. Rotinas Diagnósticas em Endocrinologia. Artes Médicas, 2004. p. 132-135.

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