Flexibilização do Jejum para a avaliação do perfil lipídico

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Se considerarmos que, habitualmente, o estado alimentado predomina durante todo o dia, com consequente maior exposição do paciente aos lípides, pode-se concluir que a análise do perfil lipídico nesta condição é mais elucidativa do estado de risco ao qual o paciente se encontra, que aquela obtida com o estado de jejum.

Adicionalmente, vários estudos têm demonstrado que as determinações de colesterol total e frações não diferem significativamente se realizadas no estado pós_prandial ou no estado de jejum e que os avanços tecnológicos mitigaram as interferências causadas pela maior turbidez nas amostras, decorrentes de elevadas concentrações de triglicerídeos (TG).

Assim, em dezembro de 2016, foi publicado o Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico, o qual recomenda que:

  1. A análise do perfil lipídico pode ser realizada na ausência de jejum e o laudo laboratorial deve informar o estado de jejum do paciente, no momento da coleta da amostra;
  2. Se a solicitação médica discriminar um tempo específico de jejum, o laboratório deve seguir tal recomendação;
  3. Quando, no estado pós-prandial, os níveis de TG estiverem acima de 440mg/dL ou em pacientes em recuperação de pancreatite por hipertrigliceridemia ou no início de tratamento com drogas que causam hipertrigliceridemia severa, será recomendado ao médico solicitante a prescrição de uma nova avaliação de TG com jejum de 12h;
  4. Se na mesma solicitação médica existirem outros exames que requeiram jejum, o Laboratório poderá definir que o perfil lipídico seja coletado com o tempo de jejum necessário para a realização de todos os exames.

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